império indivisível

império indivisível

impressionante império indiviso!
impera impaciência, inimizade
impera intolerância
impera incerteza

-império idólatra!-

idolatra ironias, idiotices
idolatra individualidades,
idolatra incertezas
idolatrada inanição!

-impressionante ignonímia!-

impérios individuais…
…irreversível imunidade
ilícitos infelizes imperadores!

-imperando inimizade-

impérios imensos inimigos
ianques, irã,
ianques, iraque
inimigos islamistas, israelitas
inimigos irmãos

-inóspita intimidade!-

imunidade? idílio!
idoneidade? idiotia!
ígneos imperadores
igniscência ideal
iaiás ignoradas
idolatradas, intocadas?

-indivisível império-

imperando ideiais imortais
implantando ingnonímia
induzindo idéias
interferindo ideogenias
indivisibilidade inovada
inatingível
intento isolado

império internado
império infermo
império inferno

-imortal império inflamado!-

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This entry was posted in Blogroll by Tâmara Abdulhamid. Bookmark the permalink.

About Tâmara Abdulhamid

palestina, engenheira e blogueira… …mas, é muito injusto uma vida inteira para viver e me definir por linhas. Por isso, espalho pedaços de mim em vocês, nas linhas, naquilo que invento e chamo de amor. Por isso existe o café. Para que você entre, me abrace, se aconchegue, converse e deixe o amor acontecer. De qualquer jeito, do jeito que couber, do jeito que for.

11 thoughts on “império indivisível

  1. Romova,

    o leitor melhor e melhor crítica são aqueles que conseguem capturar a essência do texto, e esbarrar por um acaso no escritor.

    realmente, o i foi propositalmente colocado com o intuito de negar tudo, ainda que tudo isso seja verdade e aconteça…e esteja acontecendo sempre, sem breques.

    A renúncia é viver uma eterna negação…dizendo sim para o que realmente importa…

    Obrigada.

    Abraços..

  2. Foi “i”mensurável ler o texto tendo na mente, a cada frase, a cada grito, a cada constatação a psicologia do “i” correndo a nossa frente. Negando tudo? Negando-se a aceitar tudo? Não importa… apenas negando.

    Antes de cada palavra, assumindo os fatos, talvez, mas negando a elas qualquer apoio, passividade. “I”rredutivelmente poético.

    E que banquete de Gês, Pês, Quês, Tês e Dês!!
    Minha garganta sentiu os seus gritos presos! Minha boca explodiu as revoltas que eram suas!
    Minha língua bradou à cada frase!
    (O que seríamos sem as consoantes guturais e explosivas? O que seria esse texto sem a declamação que cada uma delas fez apaixonadamente por você)

    Perfeito!

  3. Romova,

    Primeiramente, obrigada pela visita..fez-me bem. Agradeço também a insistência…

    Brincar de esconde-esconde com as palavras não é tarefa fácil,nem para velhos,nem para novos. É árduo,e desgasta-me mais do que os treinos de boxe. Entretanto,pior do que elas decidirem brincar, é quando emburramos e preterimos aquilo que um dia foi um meio de desabafo,de alívio,de diversão…

    Como pessoa, estou numa época de inverno, precisando ser revigorada.Estou numa época em que gostaria de ter minha mãe cantando pra mim aquelas músicas bonitas e antigas da harpa, numa época em que tenho saudade de uma atmosfera de um Evangelho vivido de forma pura e gostosa…

    Como escritora e observadora da vida, eu afundei meu pés como os de Pedro. Eu coloquei os olhos no mar turbulento. Eu acordei e vi tanta banalização, um cenário descrente, uma perda de graça, um aperto seco de mão… Eu não quero ser mais uma a escrever,não quero ser outra face de mim…

    Ainda bem que o Eremita ainda escreve 🙂

    Quando eu passar as férias em Goiânia,vamos sim,nós três,tomar um café e contar os trajetos tortos das linhas grossas escritas a nanquim…

    Um grande abraço,
    Miss Demoiselle

  4. “num dia em que coloquei meus olhos nas circunstâncias”…

    Vim lhe dizer que o motivo de minha falta de inspiração (e, muito mais, de expiração), mas não tinha palavras (elas tem mania de brincar de pique-esconde comigo… o pior é que elas são boas e eu, me sentindo um velho, desisto às vezes de brincar). Como eu não tinha palavras, fui ler seus último e tão esperado texto (lindo, por sinal) e vejo, num dos seus comentários o que eu mesmo vim lhe falar…

    “num dia em que coloquei meus olhos nas circunstâncias”…

    por isso a leitura do último texto do eremita talvez me tenha feito tão bem…

    (Que dia eu vc e o eremita vamos sentar para tomar um café e, com a língua ainda quente, falar das dúvidas, dores e desabafos que nos fazem escrever?)

    João Romova

  5. Concordo plenamente com você. E, mesmo tendo passado tanto tempo lutando e acreditando em ideais de alguma igualdade inóspita, escondida por aí, temo ter cansado da luta. Pelo menos, enquanto nos explodem, estou sentada..enquanto outros lutam. É uma crise minha.
    Eu sei que nem os melhores e mais brilhantes estudantes de jornalismo do mundos conseguem ser o que querem…são presoso,encaixotados por uma manipulação rica, por um governo fechado como a CNN, ABC, Globo,Folha de SP, ou até mesmo um mísero estadual O Popular. Todos são submetidos a um regime ditatorial, a uma fôrma, a um enquadramento mental…e suas gavetinhas lotadas de projeto empoeirados e esquecidos pelo tempo…Eu sei de tudo isso…Livres são os pássaros..

    Fico com medo de ser sucumbida, de me tornar banal…hoje qualquer um escreve ‘crônicas e outras coisas’…

    Hoje seu comentário me fez bem, porque estou num dia em que a Marta perdeu o ouro,mesmo sendo boa,Jardel ficou em 6º mesmo sendo grandão,num dia em que coloquei meus olhos nas circunstâncias…Obrigada.

    Estou mostrando minha face pessimista,anjo torto. Talvez eu melhore logo…

    Voltarei com o maior prazer a comentar no seu blog..li os textos e achei-os ótimos mesmo!

    Fique com Deus e obrigada mais uma vez!
    Recomendações à Mariana, por favor…!

    Abraços

  6. Como assim?
    Vai aceitar estas pelavras advindas de uma profunda dor-de-cotovelo?!
    Eles escrevem porque são mandados… escrevem por grana, afinal é até legítimo que deste ofício lhe venha o pão, mas nós corremos em um mundo diferente. É a blogosfera!
    Ninguém é obrigado a ler o que escrevemos. Escrevemos para poucos, para amigos, para nos divertir, para desabafar, simplesmente para dizermos ao mundo (ou aos mundos!) o que queremos dizer. Não temos patrão, nem prazos, nem metas, nem tantas pressões. Simplesmente escrevemos!
    Eles se queixam, por pura arrogância ou por se sentirem ameaçados pelos blogs. Afinal eles crescem mais que a economia chinesa (já que este é o padrão de crescimento explosivo da moda…).
    É fato, e inegável, que atualmente as pessoas dedicam um bom tempo navegando por blogs, até mesmo de jornalistas consagrados.
    Por fim, entenda… o O Popular nunca foi um grande parâmetro. Ele se limita a ser o melhorzinho do Estado. Aliás, não é grande coisa o que eles fazem. Se pegassem alguns blogueiros de Goiás para escreverem crônicas, fariam um grande favor para si. Quem tem um mínimo de cultura logo vê que ele é um grande “copião” de outros jornais. Veja o Cabeça-Oca e responda: ele é ou não é a cópia esdrúxula de Calvin and Hobbes?!
    Não desista!
    E por favor, volte a comentar no Eremita quando tiver um tempinho…
    Abraços!

  7. Sunção,

    não morri,apenas estudando…

    pode até ser que minhas frases foram “insufladas acusações de niilismo existencial desse sistema alienador” uma vez que esse teatro armado entre as potências nos anulam e viramos todos fantoches de um grande e obsceno play… Comprando felizes feijão a 5 reais e arroz a 12…
    Ou aplaudindo quaisquer mudanças no cenário presidencial norte-americano!

    voltei à blogosfera com uma revolta no peito,depois que o jornal O Popular nos enquadrou nos ‘escritores aspirantes e que tornam público suas questões diárias como se fossem jornalistas’… estou revoltada..por isso não sei se vou continuar a escrever… 😀

    Abraços!

  8. Wow… novas e ardis investidas contra o império norte-americano?! Ou insufladas acusações de niilismo existencial deste sistema alienador?! (Nem eu entendi essa última frase….)

    Que saudades, Tâmara! Pensei o pior. Pensei que houvesse partido para os céus! (sem exagero algum…) Agora entendo claramente o que vc diz com: “esse silêncio me incomoda”.

    Que bom ter vc de novo à blogosfera! Que bom ter sinais de vida!

    Forte abraço

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